A maioria das empresas não escolhe entre recrutamento interno e executive search por um ser moderno e o outro obsoleto. Escolhem porque alguns mandatos são totalmente geríveis com a capacidade interna, enquanto outros exigem acesso ao mercado externo, avaliação neutra ou um nível de confidencialidade difícil de replicar dentro da própria organização.
As equipas internas conhecem a cultura, a arquitetura de remuneração, os processos de aprovação e a dinâmica de *stakeholders* melhor do que ninguém. Essa é uma vantagem inegável. Contudo, algumas contratações exigem mais do que familiaridade interna. Necessitam de uma abordagem discreta a mercados passivos, de um mapeamento de mercado além das redes de contactos existentes e de um processo de search capaz de desafiar o *brief*, em vez de se limitar a preenchê-lo.
As decisões mais sólidas começam, portanto, por questionar qual a lacuna de capacidade gerada pelo mandato, e não qual a via que parece politicamente mais confortável.